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8 de fevereiro de 2019Lifestyle

Bento faz 1

Se alguém me contasse que a comemoração do primeiro ano do meu filho não seria um bolinho com meia dúzia de pessoas na minha casa eu, há bem pouco tempo, não acreditaria. Acontece que a maternidade chega pra tirar mesmo as coisas do lugar. É uma lição de humildade atrás da outra, nos mostrando, dentre tantas coisas, a individualidade de cada experiência e a beleza presente na liberdade de se mudar de ideia.

Me lembro de, antes de ser mãe, ler algumas mulheres relatando a intensidade desse momento e achar tudo bastante piegas, portanto, querida leitora, eu te entendo perfeitamente quando você me achar um tanto quanto redundante. Tá tudo certo. O fato é que, por aqui, nunca me fez tanto sentido festejar. Nunca uma data teve tanta simbologia. Nunca o fechamento de um ciclo foi tão evidente. O primeiro aniversário do nosso filho e da gente como família de três não é pouca coisa, não. Eu e meu marido precisávamos celebrar a nossa sobrevivência, rs.

Desde o início entendemos que aquela celebração era nossa. Meu filho não precisa de garçom, decoração ou música xyz pra se divertir, por isso, em nenhum momento, me permiti “jogar essa conta” em cima dele. Nós, mãe e pai do Bento, é que queríamos viver essa data de forma específica e foi por esse e outros motivos que a festa não teve tema como se costuma fazer. Eu realmente queria que esteticamente o ambiente também fizesse sentido para os adultos. A ideia era a de uma tarde bem do jeito que levamos o nosso tempo, trazendo nosso filho pro nosso universo e misturando a nossa cria com as dos amigos. Respeitando as necessidades das crianças, dos adultos e encontrando o ponto de equilíbrio onde todos se sintam vistos e atendidos.

A escolha do lugar foi a mais complicada de todas mas, uma vez que optamos pelo Parque Lage tudo fluiu. A Clara me ajudou no intuito de trazer leveza e acolhimento para um espaço pomposo e sisudo e eu fiquei bastante satisfeita com o resultado. Alugamos os brinquedos de madeira da Babaabi que vieram de São Paulo e fizemos o possível para que eles fossem dispostos em meio aos espaços destinados aos adultos. Já para as crianças um pouco maiores, aproveitei a disponibilidade de profissionais do Parquinho Lage (pedaço da Escola de Artes destinado aos pequenos) e usei a varanda do espaço para promover uma oficina de argila que foi puro sucesso. Meu marido, maior entusiasta de música erudita que já conheci, teve a idéia de contratar um duo de cordas e selecionou, junto aos profissionais, um repertório em torno de referências do universo infantil que, mais uma vez, atendeu a pais e filhos.

O buffet, por incrível que pareça, foi a segunda decisão mais difícil a ser tomada. Não queria aquele engessamento de apresentação e cardápio que vejo por aí. Minha vibe não era serviço de prata com croquete e picadinho e, já tava perdendo as esperanças, quando uma amiga recomendou a Das Danis, que me caiu como uma luva em todos os sentidos. Optamos por um cardápio 80% vegetariano e em sua maioria orgânico com mate, água de coco, água aromatizada, suco, e chá gelado. Com exceção da cerveja e do vinho branco, mesma comida pra gente grande e gente pequena, assim como fazemos na nossa casa. Já a mesa de doces recebeu banquinhos mais baixos com trufinhas cruas de doces sem açúcar feitas pela BemSão (a Monica fez assim no aniversário do Otto e eu copiei a idéia). Na parte de cima, o bolo da Bel foi acompanhado pelas mini cheescakes de framboesa e brigadeiros de crème brûlée da Julietas.

Tomei o cuidado de não usarmos nada descartável e, ainda inspirada pela Monica, dispensei as forminhas de todos os docinhos. O baú disposto na entrada, junto aos repelentes de citronela de boas vindas, serviram para guardar as doações que pedimos no lugar de presentes (acabei de lembrar que a Monica também fez isso, rs) e, eu poderia até pontuar a temperatura escaldante do dia como um dificultador mas, a verdade é que, pra nossa família, o dia foi perfeito. Constatar que, mesmo em meio a muito mais estímulo, barulho, gente e calor do que o Bento está acostumado a lidar, o sorriso permanecia naquele rostinho foi, no fundo, o que elevou toda a experiência. Voltamos pra casa no final da tarde com um bebê alegre e ainda com disposição pra brincar, jantar, tomar banho, mamar e dormir com o melhor dos humores. Daqueles dias pra guardar bem lá no fundo do peito.

fotos Ale Bigliazzi

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  1. Duda, 8 de fevereiro de 2019 - 18:47

    Tudo tão lindo e leve, amei todas as escolhas, tudo com a carinha de vocês! ☺️❤️

  2. Monica Benini Lima, 22 de fevereiro de 2019 - 14:00

    Que delícia de festa, amiga! Cheia de amor e carinho, como deve ser! (e nossos sapatinhos gêmeos? ahhahaa, amei)

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