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6 de novembro de 2016Lifestyle

Location, location, location #unmatrimoniofelice

Pra começo de história, eu nunca quis casar fora pela ideia de casar fora. É bem verdade que toda vez que eu tentava me imaginar casando em algum lugar do Rio ou São Paulo, não chegava a nenhuma conclusão muito satisfatória, mas sempre tive a certeza de que as coisas se alinhariam nesse sentido. A verdade é que, controladora que sou, o conceito de ter um evento tão importante acontecendo a tantos quilometros de distância me agoniava bastante, morria de medo de não conseguir estar presente da forma que gostaria.

O problema é que tinha uma outra possibilidade que me agoniava ainda mais: a de ter um casamento gigante que virasse uma espécie de evento corporativo (o que no meu caso, existia uma chance real de acontecer). Porque, apesar de algumas mulheres se esquecerem desse mero detalhe, existe um noivo na jogada, e o meu achava que não conseguiria se desvencilhar de um número grande de convidados a não ser que fossemos pra longe. Como um casamento com milhares de pessoas não era uma opção pra mim, a decisão tinha sido tomada, casaríamos fora do Brasil.

O outro problema é que fora do Brasil pode ser literalmente, qualquer lugar do mundo. No início, achamos que devíamos nos restringir a lugares que tivessem alguma conexão com a nossa história, depois fomos pro outro extremo e cogitamos lugares completamente diferente e que nem conhecíamos pela experiência única de vivenciá-lo naquele contexto específico e, por fim, chegamos a um meio do caminho com um pouco mais de razoabilidade and praticidade (se é que essa última pode ser possível).

Começamos então uma intensa pesquisa na internet. Eu sempre soube que não queria um casamento na praia e isso já foi um ótimo filtro na hora de eliminar algumas das mil alternativas que, nesse momento, surgem na sua frente. Eu tinha pouquíssimas idelizações práticas em relação ao meu casamento, elas sempre foram muito mais filosóficas do que outra coisa, mas de qualquer forma, sempre mantive na minha cabeça uma imagem de um acontecimento diurno, ao ar livre, em meio a um jardim florido, ao som de um jazz bem gostoso, com pessoas realmente especiais, e lindas tendas onde funcionários simpáticos e bem vestidos nos servissem de uma comida especial. Vale lembrar que me considero uma pessoa decidida que sabe aquilo que gosta e aquilo que não a representa, mas esse cenário era a única ideia “mais prática” que eu sempre tive do meu casamento.

O primeiro país que pensamos foi Portugal, que se conecta com nós dois de formas diferentes, mas acabei não me encantando por nenhuma opção de lá. A parte visual do lugar escolhido sempre foi uma das mais importantes pra mim (porque né?!?!), eu queria um lugar tão lindo (o que pra mim significava um jardim lindo) que o que viesse de decoração fosse lucro. Caí então nos jardins ingleses que são de perder o fôlego, mas chegamos a conclusão de que não fazia sentido casar num país que não tínhamos a menor conexão só pela beleza dos jardins (na verdade, o noivo chegou a essa conclusão rs).

Foi, de fato, uma longa e incessante pesquisa. Eu e Fernando passávamos os finais de semana grudados no sofá numa caça sem fim ao lugar perfeito (ao mesmo tempo que outro profissional contratado fazia isso do seu escritório). No final, de uma forma natural, acabamos com opções entre França e Itália. Peneiramos e organizamos um itinerário pra conhecer treze lugares entre diferentes cidades desses dois países. Foi uma viagem super corrida onde tivemos vontade de casar em uns dez lugares diferentes! Quando voltamos, a Edda (nossa wedding planner/anja casamenteira da Boutique de Três que foi essencial pra que o plano de um destination wedding virasse realidade sem ninguém ficar viúvo antes mesmo de se casar), depois de ouvir todas as nossas impressões e fatores técnicos de cada lugar (opções de acomadações, diferenças de preços, meios de transportes, possibilidades de atividades fora da programação do casamento, vôos, companhias aéreas e disponibilidade de datas são apenas alguns das questões a serem consideradas), nos ajudou muito com as eliminações pra que conseguíssemos chegar a uma decisão.

No final, de todos os lugares que nos atendiam de uma forma “técnica”, o Borgo San Felice não era o lugar mais bonito, luxuoso ou com o melhor serviço que visitamos, mas foi provavelmente o mais mágico. Aí embaixo algumas fotos do hotel e seus arredores tiradas pela nossa fotógrafa maravilhosa que, by the way, vai ganhar um post só dela mais pra frente.

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  1. Lydia Alves, 7 de novembro de 2016 - 10:42

    Não existe outra palavra para definir o local e o toda a energia que pairou no ar durante os 3 dias de festa….Foi magia pura!
    Inesquecível!!

    • Gabriella Magalhães, 29 de janeiro de 2017 - 19:41

      ♥♥♥

  2. Jaqueline Mendes de melo, 8 de novembro de 2016 - 9:46

    Maravolhoso o lugar escolhido! Parabéns!

    • Gabriella Magalhães, 29 de janeiro de 2017 - 19:40

      Obrigada, Jaqueline!!!

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