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16 de outubro de 2014Living

Books that make you wanna cook!

Comida sempre foi um ponto alto na minha vida e, a curiosidade por maiores informações nutricionais, acabou vindo de carona. Como sempre gostei de absolutamente tudo, tenho uma mãe semi natureba, e ainda trabalhei uns aninhos como modelo, acho que esse processo de maior interesse acabou acontecendo de uma forma natural. Apesar de não poder comer a quantidade que eu tenho vontade (até porque a quantidade que eu tenho vontade é infinita), quero ter prazer nas minhas refeições e ao mesmo tempo não consumir calorias vazias. Ando cada vez mais focada na saúde e qualidade de um modo geral e, de fato, acredito que nosso corpo nos dá de volta aquilo que recebe.

Ao mesmo tempo, nunca tive muita vontade de ir pra cozinha. Sempre gostei do resultado daquilo que acontecia por lá, mas o processo em si nunca me interessou muito. Acontece que depois que viramos dona de casa a coisa muda um pouco de figura e, pra você atingir o seu objetivo de qualidade de nutrientes e sabor, precisa se envolver e colocar a mão na massa (mesmo que tenha alguém pra te ajudar). Ser dona de casa, não necessariamente significa morar sozinha. Eu mesma, já morei longe de casa mais de uma vez e não me sentia pertencente a essa categoria. Tudo mudou de figura quando eu e meu noivo (na época, namorado) decidimos morar juntos. Eu comecei a me sentir responsável pelo andamento e dinâmica de coisas que antes eu não dava muita atenção. Ao mesmo tempo fui mudando um pouco os meus conceitos e filosofias de vida e, de repente, cozinhar virou uma atividade que eu passei a muito admirar. Além disso, a independência de poder fazer a sua própria comida e não precisar de ninguém é incrível e libertadora.

Ainda estou super no começo e ainda não fiz nenhum curso ou algo do tipo. As receitas que eu me atrevo a tentar ainda são bem simples, mas eu já me considero uma vencedora por fazer qualquer coisa que eu honestamente ache saboroso (porque apesar deu gostar de todos os ingredientes, costumo ser bastante crítica com os resultados). Comecei a comprar alguns livros sobre o assunto e, ao longo do tempo, fui percebendo que as minhas escolhas eram bastante coerentes com o resto dos meus gostos e consumos. Fui até a minha cozinha e resolvi fazer uma seleção dos meus cinco preferidos pra mostrar pra vocês. Não os considero meramente livros de receita, pois eles te envolvem de uma maneira mais profunda, que vai bem além da comida em si. Existe um filosofia de vida em comum, uma ode as boas refeições, aos prazeres da vida, ao belo e ao simples e descomplicado. Abaixo, um pouquinho sobre eles:

Home Made Summer: a autora Yvette Van Boven, fez essa série de três livros que conta ainda com os títulos Home Made e Home Made Winter. Neles, ela explora um approach à naturalidade dos ingredientes e das formas de preparo de suas refeições, que deveriam ser feitas com mais frequência em casa. As fotos são ótimas e o design gráfico cheio de humor. Escolhi o “Summer” por morar numa cidade que vive num constante clima de verão, mas recomendaria qualquer um dos três.

It’s All Good: nesse segundo livro de culinária da Gwyneth Paltrow, ela foca em receitas altamente nutrivas, energéticas e, consequentemente, benéficas a sua saúde. Após um período estressante de trabalho em que a sua saúde foi comprometida, ela recebeu como recomendação de seu médico uma dieta bastante restritiva. Preocupada que a eliminação de tantos ingredientes pudesse tornar as suas refeições tediosas, ela trabalhou com a Julia Tershen na elaboração de 185 deliciosas receitas que seguem todos os preceitos indicados pelo seu médico. “O mais importante é que independente daquilo que você precisa cortar, ou até mesmo do motivo pra isso estar acontecendo, as refeições devem sempre ser um momento de felicidade, e nunca relacionadas a um sentimento de castigo”.

Quando Katie Cozinha: ganhei esse livro da minha cunhada que trabalha com gastronomia e disse que achou que eu fosse gostar por causa das fotos (rs!). De fato, ela estava certa. Descobri que Katie é uma foodie blogger que mora na Austrália e já ganhou até prêmio pelas suas deliciosas fotos de comida. No livro, ela faz um compilado das suas famosas receitas seguindo uma estética linda, simples e rústica.

The Kinfolk Table: pra quem não sabe, a Kinfolk é uma revista americana trimestral focada em young and unfussy entertaining. Não vou me alongar muito porque isso é assunto pra um único post, mas quem me segue no instagram já deve ter percebido o quanto eu sou 100% fã da publicação. Imaginem a minha felicidade quando soube que eles iriam lançar um livro de culinária! Seguindo a filosofia e estética simples e sofisticada da revista, o fundador Nathan Williams foi atrás dos membros dessa “comunidade” que compartilham da mesma sensibilidade em relação a importância das experiências que são trocadas durante uma refeição. São 45 formadores de opiniões do mundo todo – artistas, escritores, bloggers, cozinheiros, artesãos… – que valorizam a arte de receber e cozinhar de uma forma simples e descomplicada.

A Refeição em Família: ganhei esse livro da minha mãe que sempre tenta incentivar a minha relação com a cozinha (e ao mesmo tempo sabe que o público aqui de casa tem uma quedinha por chefs estrelados). Trata-se de um grande resumo das receitas caseiras que o lendário Ferran Adriá servia para os funcionários do seu elBulli. Pra quem também não sabe, o elBulli foi considerado o melhor restaurante do mundo por alguns anos e, segundo Adriá, as “refeições em família” eram o momento mais importante do dia, quando toda a equipe se reunia antes de iniciar o atendimento aos clientes. O livro tem dicas e segredos de como planejar, preparar e cozinhar refeições completas. Você já se perguntou o que o melhor chef do mundo come no almoço?

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  1. IRANY VAZ, 18 de outubro de 2014 - 0:27

    Olá, querida Gabyy: Sua mãe, como boa perfeccionista quando põe a mão na massa só faz maravilhas. Mas você não sabe como ela começou, sim fazendo brevidade aos 11/12 anos de idade. Uma vez, ela me perguntou por onde andava o livro de receitas de minha mãe, “DONA BENTA”. Eu lhe disse que estava comigo. Deve ainda estar com ela (bem velhinho). Assim ela iniciou seus interesses culinários. Daí para adiante, ela foi acrescentado outras receitas e criando outras, experimentando hoje uma, amanhã outra e hoje, você pode perguntar qualquer coisa sobre “cuisine” que ela vai te orientar, mesmo que nunca tenha feito o prato pretendido.
    Bjs da Vovó

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